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Expresso parte 3°

Expresso parte 3°
O Tony e o seu filho Mickael Carreira são, de algum modo, os Iglesias portugueses...

Entendo que se faça essa ligação.

Quando o seu filho revelou que também queria ser cantor, qual foi a sua reacção?

Sempre fui um pai de dar tudo aos meus filhos. Desde cedo que o via brincar com instrumentos, quando me pedia uma guitarra lá vinha uma guitarra, quando me pedia um piano lá vinha um piano mas nunca pensei que quisesse disto profissão...Quando me disse que queria seguir música, claro que senti medo, pois sabia que se as coisas não funcionassem, podia vir a sofrer muito. Mas quando ele decidiu abandonar os estudos apoiei-o.

Não desejava que não lhe acontecesse o mesmo que a si, que teve de sair da escola para ir trabalhar?

Claro que gostava muito que ele tivesse continuado a estudar, depois de terminar do Liceu. Mas também via que a cabeça dele não estava ali, e ir à escola para passear os livroso vale a pena. no meu caso, se os meus pais me tivessem dado a possibilidade de prosseguir os estudos, tê-lo-ia feito.

Trabalha há 20 anos com as mesmas pessoas. É também a equipa do seu filho?

Este ano quis mudar e escolheu outros produtores e outros músicos. Fez muito bem.

Foi um desejo de emancipação?

Foi, nos dois primeiros discos sentiu que a preparação era bastante grande. Tinha a noção que as portas se abriam só por sr 'filho de'. Agora fez um grande disco na linha da pop.

Há competição entre os dois?


Quer se queira quer o, e não há. Estou no top meses com o meu último disco, e ele acaba de entrar com o que lançou agora. Penso que desejamos o mesmo: ele gostava de ter um sucesso maior que o meu. Acima de tudo, sou pai dele.

Não é só o Mickael que beneficia de ser seu filho...

Também acho. Vejo miúdas que são minhas fãs, mas por ser o procriador do Mickael até acabam por gostar de mim.

E em palco não sai a perder com a comparação, parecem dois irmãos.

É verdade, tenho consciência que fico bem na fotografia. E a minha relação com os meus filhos também é essa. Não sou um pai autoritário.

Contou a sua história de emigrante que sobe a pulso na vida na sua autobiografia "A Vida Que Eu Escolhi" lançada no ano passado. Porque sentiu necessidade de o fazer?

Arrependi-me! o imaginam a quantidade de programas de televio e de revistas que querem levar sempre para esse campo. Isso recuso, porque o quero ser acusado de estar a usar o meu percurso difícil para o êxito. E essa biografia trouxe-me problemas para os quais o estava preparado.

Está a falar de quê?

É complicado... Sempre me recusei abrir as portas da minha casa, mas no livro abri as portas da minha vida e, de repente, as revistas cor-de-rosa já queriam fotografar os meus filhos, por tudo e por nada iam à minha aldeia para entrevistar um cão que passasse em frente à minha escola... Um dia ligou-me o meu tio apavorado porque estava uma revista para o entrevistar, para saber como eu era... Tudo isto irritou-me profundamente.

Custa a crer que tenha sido tão ingénuo que não tivesse a noção de que o livro iria ter repercussões.

Mas, às vezes, sou.

Não é possível...

Falem com a minha mulher, que ela explica se é verdade ou mentira.

Durante muito tempo escondeu que era casado... É verdade. E no livro assumo que o fiz.

# Posté le mardi 30 juin 2009 16:25

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